Sobre Paredes

Há exactamente uma semana, dia 13 deste lindo mês, este grandessíssimo filho da mãe que vos escreve, preparava (ok, ajudava a preparar) a tralha toda para sete dias de descanso, de boa música e de grande alegria - este filho da mãe rumou a Paredes de Coura, para o festival homónimo com o nome do patrocinador atrás. Portanto, sem mais merdas, falo-vos da minha passagem pelo Vodafone Paredes de Coura.
Este ano, o cartaz estava bom. Talvez um B+, que com Kills ou uma ou outra cena ficaria um A de certeza. Ainda assim, é de louvar um cartaz que reúne Calexico, Echo & The Bunnymen, Belle and Sebastian ou Simian Mobile Disco no espaço de cinco dias (e só estou a falar de nomes principais do festival). 
Na minha opinião, Paredes valeu bem a pena. Não só pelos concertos (dos quais vos falo mais adiante), mas também pelo prazer que foi conhecer a Isabel, o Ricardo e o Alex. 
A Isabel e o Ricardo foram os nossos (meus, da Joana e da Sara) pais do campismo. Um casal nos seus 40 anos, com uma filosofia de vida altamente e que me emprestaram um colchão para dormir mais confortável. Nunca na vida pensei comer pataniscas no campismo de PdC, mas aconteceu - muito obrigado, Isabel! Já o Alex, americano natural do estado de Cincinnati, Ohio, não tomava banho há duas semanas, era super magro mas comia p'ra caralho e tinha um gosto musical muito fixe - até cheguei a ouvir SVPER enquanto almoçava com eles. 
Paredes de Coura ganhou outro encanto com este pessoal. Quanto aos concertos, especial destaque para Bass Drum Of Death (melhor concerto, foda-se), Bombino, Moullinex, Windowspeak, Veronica Falls, Hot Chip, Horrors, Echo & The Bunnymen, Palma Violets, Simian Mobile Disco, Alabama Shakes (seria o melhor concerto se no palco principal). Quanto a The Knife, tenho a dizer que foi dos meus concertos favoritos, mas não sei se podemos chamar de concerto àquilo que os Knife fizeram. Ok, a música era pré-gravada e para mim houve playback ali no meio (não falando daquela merda de animador). Mas houve algo de especial em Knife, não sei... Como li num artigo qualquer (acho que foi no P3), talvez o objectivo dos Knife fosse confundir o público, distorcer a ideia convencional de concerto e mostrar que o concerto não se centra apenas numa só pessoa. Ainda assim, ninguém ficou indiferente a The Knife e tão cedo ninguém esquecerá aquilo que se passou em Coura. 
Fiquei com pena de não ter visto todo o concerto de Jagwar Ma, de não ter visto Ducktails, de não ter entrado logo na onda no concerto de DELOREAN ou de não ver o concerto inteiro dos TOY. Não interessa, mais oportunidades virão. 

E assim foi Paredes de Coura. Para o ano, se o cartaz e se a disponibilidade a justificarem, a ida a Paredes de Coura realizar-se-á
pela 4ª vez.  

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