Não me perguntem o mês exacto, mas, lá para os fins de 2008, passeando por todos os canais da TV cabo, acabo por ficar preso a um videoclip que passava na MTV. Deviam ser seis ou sete da tarde, tinha acabado de chegar da escola e, do nada, surge-me uma música com um nome super estranho, de uma banda estranha e com um videoclip que, na altura (inocentes 13 anos), me pareceu muito feio. Ainda assim, o som cativou-me. Falo de uma das primeiras músicas dos Vampire Weekend a sair para a televisão - Cape Cod Kwassa Kwassa. Ainda hoje não entendo o nome desta música, mas prossigamos.
Desde aí, desfilaram músicas como A-Punk ou Oxford Comma, passando pela muito querida Bryn.
Posso dizer que após todo o frenezim em volta deles, fui deixando de ouvir a banda-dos-gajos-hipster-que-acham-que-fazem-world-music - nada de ódio, apenas é o que muitos pensam que os Vampire Weekend são - para ouvir muitas outras merdas (merda mesmo).
Em 2010 chega um dos melhores álbuns que já ouvi: Contra. Sim, este foi um daqueles álbuns que faziam mais sentido, era dos mais completos, dos mais giros, dos melhores. Um completo desfile de grandes músicas que talvez consagraram os Vampire Weekend como uma das mais sólidas e mais queridas bandas do panorama indie. Notei que foi crescendo um ódiozinho à volta destes gajos, talvez por estarem a conquistar mais público ou por serem agradáveis ao ouvido de qualquer um. Horchata é uma obra prima, White Sky nada fica atrás, Cousins é daquelas músicas que me dá vontade de ir para a rua e rebolar na estrada, Ginving Up The Gun uma das mais giras também.
Até que chega este álbum, este belíssimo álbum - Modern Vampires of the City. Quem pensava que os Vampire Weekend eram a banda que não passava do excelente Contra, bem se enganou. O novo álbum de Vampire Weekend cheira a maturidade, a solidez, a harmonia. É um dos álbuns de 2013, e certamente, para quem vos escreve, um dos álbuns da juventude. É reconfortante ouvir Unbelievers, é sonhar com Step e sorrir a ouvir Everlasting Arms. Especial referência para Finger Back, mas que musicão! Também há a irmã gémea de Cousins, a Diane Young.
O álbum está perfeito, e a melhor de todas é, sem dúvida, Step - uma das melhores músicas de sempre.
Obrigado, Vampire Weekend
Por toda esta evolução, para mim, estes gajos constituem uma das melhores bandas de sempre.

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