Sinto-me "obrigado" a reflectir sobre isto.
Há coisas que não controlamos e que tanto estão aqui como não estão: uma dessas coisas é a vida. Talvez a nossa única certeza seja a morte... talvez não, é mesmo. E é por isso que a encaramos tão infelizmente, porque não a podemos adiar. Não podemos adiar o derradeiro suspiro de alguém. A vida não é a Anatomia de Grey, nem tão pouco a história da Cinderela.
Hoje foi um dia mau e senti-me totalmente impotente e inútil por não poder fazer nada para reverter a situação. É atroz ver pessoas que gostamos a sofrer, ainda mais quando sabemos que essas pessoas já passaram por maus bocados.
Não somos nada, absolutamente nada. Podemos marcar pessoas, locais e épocas. Podemos até nem ter nome e morada. Acabamos sempre por ceder às fatalidades. A morte é certa, e isso assusta-me. Não me assusta morrer, assusta-me sim ver os meus a partirem. Sinto logo um nó na garganta...
Uma das piores coisas que nos pode acontecer é mesmo perder alguém que amamos, especialmente a nossa mãe. E hoje uma amiga minha perdeu a dela. Ela que tinha ultrapassado um enorme problema, enfrenta agora um maior. Ela que tem das melhores gargalhadas de sempre, ela que sabe sempre o que diz. Como disse, senti-me impotente. Não pude fazer nada, e não posso. Infelizmente as coisas são assim... não dá para voltar atrás, não dá para alterar o filme da vida. São infelicidades.
Acredito que depois deste céu nublado vem um sol radiante, e acredito que ela vai merecer esse sol.
Há coisas que deviam durar para sempre.
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